quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

NOVA PROPOSTA

Meu nome é Luiz Lekston, sou ilustrador, quadrinista e professor de Artes, e estou aqui para falar da vida de um artista independente.

Desde pequeno me sinto vivo ao criar coisas, histórias, personagens, universos... A criatividade foi minha melhor amiga na infância. Porém, conforme fui crescendo, as coisas começaram a se tornar um tanto mais difíceis.

Apesar dos membros mais próximas da família sempre me apoiarem, a maioria das pessoas não colocava muita fé no que eu estava fazendo.

"Você precisa se especializar para uma profissão de verdade"

"Seu primo fez concurso público e ta ganhando 10 mil por mês"

"Legal seus desenhos, mas o que você quer trabalhar de verdade?"


Ingressei e me formei em Artes Visuais Licenciatura, que me fez vencer meu trauma de falar em público que adquiri ao longo de anos de traumas internos, e com isso me tornei professor.

Além do desafio de conciliar a vida de bolsista, estudante e freelancer enquanto produzia meus próprios trabalhos autorais, o grau de dificuldade para conseguir assumir qualquer vaga era realmente desafiadora, visto que quase sempre era discriminado pela minha aparência física antes de qualquer análise mais profunda da minha capacidade como profissional. A frase "qualquer coisa nós entramos em contato" quando na verdade isso nunca acontecia já era algo banal.

Quando tinha 11 anos, ganhei uma revista que mudaria totalmente minha vida, um caminho sem volta. De lá pra cá treinei muito, dia após dia, para me aperfeiçoar como desenhista. Acumulei pilhas e pilhas de folhas, rascunhos, treinos, e etc, até que aos poucos comecei a ficar satisfeito com o resultado do meu trabalho.

Mas descobri que "apenas" saber desenhar era metade do caminho, pois como vivemos em uma sociedade altamente capitalista, sem dinheiro tu não faz nada. Precisamos de verba para viver e investir no nosso trabalho, seja comprando novos materiais, livros ou investindo em cursos que nos tornarão profissionais melhores.

E eis que a vida bate duramente e nós nos perguntamos:

"Como eu faço dinheiro com meus desenhos??"

"Pra onde devo enviar, pra quem e como mostrar??"

"De onde vou tirar energia e disciplina para produzir quadrinhos e conciliar com minha vida pessoal e emprego??"

Foi passando por todos esses problemas e pensando sobre que minha cabeça começou a matutar ideias, e então fiz muitas coisas nesses anos de experiência como artista independente - ou seja - aquele artista que vai lá e bota a mão na massa, sem uma editora por trás. Desenhei quadrinhos, imprimi, publiquei, vendi, participei de eventos, conheci outras pessoas que faziam o mesmo e que estão nessa luta diária.

O Indie Ban! inicialmente nasceu como um selo de quadrinhos independentes, e até hoje não deixa de ser, mas o atual foco do projeto é se tornar uma grande escola de desenvolvimento para artistas independentes, atendendo ao nicho de pessoas que visam melhorar como profissionais e lutam dia a dia pelo seu espaço no mercado e parar tornarem sua profissão o pilar financeiro principal de suas vidas.

Produtividade, disciplina, metas, concursos, cursos baseados em livros especializados em quadrinhos, técnicas de narrativa, guia de sobrevivência para eventos, marketing para artistas, finanças.

Bora me acompanhar nessa jornada?